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Reativação do item 3.2.4 do CAUC reforça o papel do SIOPS na verificação dos requisitos fiscais

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O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Executiva e do Fundo Nacional de Saúde (FNS), anunciou que será reativado o item 3.2.4 do CAUC – Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais, mantido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Com essa reativação, o CAUC voltará a consultar automaticamente os dados homologados no SIOPS, relacionados às finanças públicas em saúde dos entes federados. A medida reforça a integração entre as áreas de finanças e saúde, garantindo mais transparência e regularidade na aplicação dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

O que é o CAUC

O CAUC (Conjunto de Dados para Verificação de Condições de Transferências Voluntárias) é um sistema que reúne informações sobre o cumprimento de requisitos fiscais por estados, municípios e o Distrito Federal. Ele funciona como uma “lista de checagem” para verificar se os entes federados estão aptos a receber transferências voluntárias da União, como convênios e acordos de cooperação.

O sistema consolida diferentes informações fiscais, contábeis e administrativas, tornando o processo de verificação mais rápido e padronizado. Quando há pendências registradas no CAUC, o ente federado pode ter suspensos os repasses de recursos da União até que regularize a situação.

Com a reativação do item 3.2.4, o CAUC volta a verificar a entrega e homologação do Anexo XII – Saúde do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), com base nos dados enviados ao SIOPS. Esse item estava temporariamente inativo e voltará a ser obrigatório a partir de novembro de 2025.

O que é o SIOPS

O SIOPS (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde) é o sistema oficial do governo brasileiro que coleta, organiza e divulga informações sobre receitas e despesas em saúde dos estados, municípios e do Distrito Federal. Ele permite acompanhar a execução orçamentária e o cumprimento dos percentuais mínimos de aplicação de recursos na área da saúde, conforme a Lei Complementar nº 141/2012.

O SIOPS é essencial para a transparência e controle social dos gastos públicos em saúde. Os dados inseridos pelos entes federados alimentam o Anexo XII do RREO e servem de base para auditorias, relatórios técnicos e para a formulação de políticas públicas.

Entre suas principais funções, destacam-se:

  • Monitorar a execução orçamentária da saúde nas três esferas de governo;
  • Comprovar o cumprimento dos limites legais de aplicação mínima de recursos;
  • Fornecer subsídios técnicos para decisões de planejamento e financiamento do setor;
  • Promover a transparência e a accountability na gestão dos recursos do SUS.

A gestão do sistema é realizada pela Coordenação do SIOPS (CSIOPS), vinculada à Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

O que muda com a reativação do item 3.2.4

A partir de 14 de novembro de 2025, o CAUC voltará a consultar automaticamente os dados homologados no SIOPS referentes ao exercício vigente e ao anterior. Isso significa que o sistema verificará se os entes federados realizaram a homologação do Anexo XII – Saúde do RREO dentro do prazo.

Se a homologação não for feita, o ente federado poderá enfrentar bloqueio de transferências voluntárias da União, conforme previsto na Portaria Interministerial ME/CGU nº 414/2020 e na Instrução Normativa STN nº 08/2025.

Orientações aos gestores públicos

Para evitar penalidades, o Ministério da Saúde recomenda que os gestores:

  • Verifiquem se há pendências no envio dos dados de 2024 e 2025;
  • Homologuem as informações pendentes diretamente no SIOPS;
  • Conferirem o status de envio do ente federado nos sistemas de acompanhamento disponíveis;
  • Fiquem atentos ao termo “NI” (não informado), que indica atraso ou ausência de homologação.

O não cumprimento dos prazos pode impedir o recebimento de recursos federais, impactando o orçamento local da saúde.

Impactos e importância da medida

A reativação do item 3.2.4 fortalece a integração entre finanças e saúde pública, reforçando o papel do SIOPS como instrumento oficial de comprovação do cumprimento das exigências fiscais e legais.
Entre os principais impactos, destacam-se:

  • Maior controle e transparência sobre o uso dos recursos do SUS;
  • Regularidade fiscal dos entes federados;
  • Integração de dados e sistemas entre Tesouro Nacional e Ministério da Saúde;
  • Redução de riscos de bloqueio de transferências por pendências no SIOPS.

Além disso, a medida incentiva a adoção de boas práticas de gestão fiscal e o fortalecimento da governança pública na área da saúde.

Referência:

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Autor

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Pablo Couto

Pablo Couto é nutricionista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é técnico em sistemas de informação e servidor público na rede de atenção básica à saúde e Pós graduando em Informática em Saúde Digital. Além de possuir diversas formações em saúde pública. Capacitações em Sistemas do Previne Brasil pela Coordenação de Atenção Primária à Saúde do Estado do Rio Grande do Sul; Mudanças no Financiamento do SUS pela UNA SUS; Atualização em planejamento e gestão do Sistema Único de Saúde com a utilização do DigiSUS – Módulo planejamento – DGMP; Fundamentos para a Saúde Digital – RNP.
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