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Distribuição Equitativa: Critérios da Etapa 2 do Programa SUS Digital em 2025

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A transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) vem ganhando força desde 2024 com o lançamento do Programa SUS Digital. Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica nº 7/2025, que apresenta a metodologia e os critérios para a Etapa 2 do programa, destinada à implementação das ações de transformação digital.

O objetivo é claro: distribuir de forma equitativa os recursos financeiros, garantindo que regiões mais vulneráveis também tenham acesso a tecnologias, soluções digitais e melhores condições de atendimento.

O que é o Programa SUS Digital

Criado pela Portaria GM/MS nº 3.232, de março de 2024, o Programa SUS Digital visa modernizar o SUS, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde.

Ele está estruturado em três etapas:

  1. Planejamento – elaboração dos Planos de Ação de Transformação para a Saúde Digital (PA Saúde Digital).
  2. Implementação – aplicação prática das ações (Etapa 2).
  3. Avaliação – análise de resultados e impacto.

Além disso, o programa se organiza em três eixos estratégicos:

  • Cultura e educação em saúde digital.
  • Soluções tecnológicas e serviços digitais.
  • Interoperabilidade e análise de dados em saúde.

Etapa 2 do SUS Digital: Implementação das Ações

Na primeira fase, estados, municípios e o Distrito Federal elaboraram seus Planos de Ação (PA Saúde Digital), baseados em diagnóstico situacional e no Índice Nacional de Maturidade em Saúde Digital (INMSD).

Agora, em 2025, inicia-se a Etapa 2, em que os recursos serão aplicados para colocar essas ações em prática, buscando modernizar serviços, reduzir filas de atendimento e ampliar a telessaúde.

Critérios de Distribuição dos Recursos

Para garantir justiça e eficiência, a metodologia de distribuição adotou três grandes pilares:

Piso populacional per capita

  • Cada habitante receberá o equivalente a R$ 1,00, com base nos dados do Censo 2022 do IBGE.
  • Esse critério garante que todas as regiões tenham um valor mínimo assegurado.

Índice de Critérios para a Distribuição de Recursos (ICSD)

  • As macrorregiões de saúde foram divididas em grupos, com pesos diferentes de acordo com a vulnerabilidade sociodigital.
  • Regiões com maior fragilidade terão prioridade no repasse, fortalecendo a equidade regional.

Classes de Coerência

  • Avaliação da consistência dos planos em relação ao diagnóstico situacional e ao INMSD.
  • Classificação em cinco níveis: alta, boa, média, baixa e restrita coerência.
  • Quanto maior a coerência, maior a chance de recursos.

Metodologia de Análise da Coerência

A análise foi estruturada em três etapas complementares:

  • Etapa I: Diagnóstico Situacional
    • Avalia se os planos estão alinhados às necessidades locais, como filas de atendimento, carência de profissionais e infraestrutura de saúde digital.
  • Etapa II: Índice Nacional de Maturidade em Saúde Digital (INMSD)
    • Mede a compatibilidade das ações com os sete domínios do índice, incluindo governança, telessaúde, interoperabilidade e segurança da informação.
  • Etapa III: Matriz de Coerência Geral
    • Combina os resultados das etapas anteriores para classificar os planos de forma global.

Impactos Esperados da Nova Metodologia

A distribuição de R$ 300 milhões em 2025 deve gerar impactos positivos para a saúde digital no Brasil:

  • Maior equidade na aplicação dos recursos, atendendo regiões mais vulneráveis.
  • Expansão da telessaúde, facilitando o acesso a especialistas.
  • Fortalecimento da interoperabilidade, com dados integrados em nível nacional.
  • Capacitação de profissionais para lidar com tecnologias digitais em saúde.
  • Redução das desigualdades regionais, levando inovação para áreas remotas.

Os resultados mostraram que a maioria dos planos apresentou alta ou boa coerência, indicando que o planejamento está alinhado às necessidades reais de cada macrorregião.

Referência Nota Técnica 7/2025 DEMAS SEIDIGI : https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/notas-tecnicas/2025/nota-tecnica-no-7-2025-cgma-demas-seidigi-ms.pdf/view

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Autor

Foto de Pablo Couto

Pablo Couto

Pablo Couto é nutricionista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é técnico em sistemas de informação e servidor público na rede de atenção básica à saúde e Pós graduando em Informática em Saúde Digital. Além de possuir diversas formações em saúde pública. Capacitações em Sistemas do Previne Brasil pela Coordenação de Atenção Primária à Saúde do Estado do Rio Grande do Sul; Mudanças no Financiamento do SUS pela UNA SUS; Atualização em planejamento e gestão do Sistema Único de Saúde com a utilização do DigiSUS – Módulo planejamento – DGMP; Fundamentos para a Saúde Digital – RNP.
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