O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a estratégia de resgate vacinal contra o HPV (Papilomavírus Humano), vírus associado ao câncer do colo do útero e a outros tipos de câncer. A ação é voltada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não têm registro de vacinação contra o HPV e busca ampliar o acesso ao imunizante em todo o território nacional, reforçando a prevenção coletiva contra o vírus.
O que é a estratégia de resgate vacinal do HPV
O HPV é o principal fator de risco para o câncer do colo do útero, mas também está relacionado a tumores de pênis, vulva, ânus e da região da boca e da garganta. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028.
A inclusão dos meninos na estratégia amplia a chamada proteção coletiva, reduzindo a circulação viral e contribuindo para a prevenção de doenças que atingem ambos os sexos.
O que muda na prática para estados e municípios
Com a prorrogação da estratégia, o Ministério da Saúde orienta que estados e municípios intensifiquem a busca ativa de adolescentes e jovens não vacinados, ampliando a oferta da vacina para além das unidades de saúde tradicionais. Entre as ações recomendadas estão:
- Vacinação em escolas e universidades
- Parcerias com sociedades científicas e organizações da sociedade civil
- Articulação com instituições religiosas e órgãos de classe
- Envolvimento de veículos de comunicação na divulgação da campanha
Os estados devem elaborar seus próprios planos de vacinação seguindo as diretrizes nacionais, com foco na ampliação do acesso e na redução das barreiras logísticas que ainda afastam jovens da vacinação.
Quem pode se vacinar contra o HPV
A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Até 31 de dezembro de 2026, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos sem registro vacinal também podem procurar uma unidade de saúde para se imunizar.
O imunizante também está disponível para grupos específicos, incluindo pessoas vivendo com HIV, pacientes transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP (Profilaxia Pré Exposição) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente, conforme as recomendações do Ministério da Saúde.
Os registros e a situação vacinal de cada pessoa podem ser consultados pelo aplicativo Meu SUS Digital, ferramenta que facilita o acompanhamento individual do histórico de imunização.
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