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Ministério da Saúde orienta integração de emendas parlamentares no DigiSUS Gestor

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O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria-Executiva e do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP), publicou a Nota Informativa nº 2/2026-CGAI/DGIP/SE/MS. O documento estabelece novas diretrizes para a inclusão de informações sobre recursos de emendas parlamentares nos instrumentos de planejamento e prestação de contas do SUS.

A partir de agora, o sistema DigiSUS Gestor – Módulo Planejamento (DGMP) passa a atuar de forma integrada ao InvestSUS (Sistema de Investimentos Federais do SUS). O objetivo central é fortalecer a transparência, a rastreabilidade e a integração entre o planejamento e a execução orçamentária.

O que muda nos Relatórios de Gestão?

A nova orientação atende às diretrizes da ADPF nº 854/2024, que exige parâmetros rigorosos de rastreabilidade para emendas parlamentares. Para facilitar esse processo, foram criadas tabelas específicas nos relatórios:

  • Relatório de Gestão (RG): Inclusão da Tabela 9.5, válida a partir do exercício de 2025. Os dados devem refletir a execução financeira e física encerrada em 31 de dezembro de cada ano.
  • Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA): Inclusão da Tabela 9.4, com início no 1º quadrimestre de 2026 (período de 1º de janeiro a 30 de abril).

Os dados não precisarão ser digitados manualmente no DigiSUS se já estiverem no InvestSUS; o sistema DGMP consumirá as informações diretamente da plataforma de investimentos. Nas tabelas, serão apresentados identificadores como:

  • Ano e número da proposta;
  • Tipo e Grupo de Natureza da Despesa (GND);
  • Objeto e valores monitorados.

Nota importante para gestores: Caso sejam identificadas inconsistências, a correção deve ser feita diretamente no InvestSUS. O gestor também pode utilizar o campo “Análises e Considerações” no DGMP para contextualizar eventuais divergências ou providências adotadas.

Transparência e Monitoramento

A medida visa garantir que os recursos destinados por emendas parlamentares estejam estritamente vinculados aos instrumentos de planejamento do SUS, como a Programação Anual de Saúde (PAS).

O sistema disponibilizará ainda o botão “Ação”, que permitirá ao gestor visualizar rapidamente quais ações da PAS estão vinculadas a cada meta financiada por emendas.

A recomendação final do Ministério da Saúde é que tanto gestores quanto Conselhos de Saúde dediquem atenção redobrada ao preenchimento e à análise contextualizada desses relatórios, assegurando que o recurso chegue à ponta e cumpra seu papel social.

Referência: https://www.cosemssp.org.br/wp-content/uploads/2026/03/NT-02-MS-EMENDAS.pdf

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Autor

Foto de Pablo Couto

Pablo Couto

Pablo Couto é nutricionista formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é técnico em sistemas de informação e servidor público na rede de atenção básica à saúde e Pós graduando em Informática em Saúde Digital. Além de possuir diversas formações em saúde pública. Capacitações em Sistemas do Previne Brasil pela Coordenação de Atenção Primária à Saúde do Estado do Rio Grande do Sul; Mudanças no Financiamento do SUS pela UNA SUS; Atualização em planejamento e gestão do Sistema Único de Saúde com a utilização do DigiSUS – Módulo planejamento – DGMP; Fundamentos para a Saúde Digital – RNP.
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